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14 de out. de 2023

Relato de parto #3 (pandemia)

Olá! Aqui vem meu terceiro relato de gravidez e parto, desta vez da minha segunda princesinha! Como já coloquei do dois primeiros ( links lá em baixo), ficou faltando o terceiro, e em breve, o quarto. 

Uma gestação ocorrida certamente no período histórico mais marcante que vivenciarei: pandemia Covid-19...

Neste período da minha vida já não trabalhava mais fora diariamente, então ficava mais tempo no computador, e infelizmente com a pandemia não fiz a natação que costumava fazer, e nem tive ânimo de fazer exercícios em casa. Então era de se esperar que o parto fosse ser mais doloroso. 

Foi a primeira gestação que fiz um ensaio de gravidez realmente legal (uma das fotos aí em baixo), e algumas fotos até usamos na campanha pró-vida!

Aconteceu que chegou a hora do nosso terço em família (19h) e aí quando sentei no sofá, pff... líquido escorrendo. Mas nada de dores. Já era a 38 semana então já era hora!

Avisei a meus pais, eles vieram e ainda rezamos o terço todo juntos, pra ver se evoluía. Então só lá pra 22h que fui sentir dor bem leve, mas fomos logo indo ao hospital. As dores maiorezinhas foram começar lá pra 23h30m, que foi quando eu e e meu esposo subimos pra a sala de parto, com 3 cm. Gostei muito deste hospital (também do SUS), pois a sala de parto é só para nós, e dessa vez podia tirar foto. 3 da madrugada as dores já não era mais "normais", e já estávamos bem cansados, mesmo assim íamos dormindo um sono de zumbi entre uma contração e outra, isto é, a cada 3 minutos.

Mas até que a bonitinha nasceu, às 6 da manhã! Pela primeira vez eu nem quis olhar pra ela na hora que ela nasceu, fiquei um pouco triste comigo mesma por isso, mas realmente eu estava bem cansada. Mas depois de uma meia hora, me recompus e finalmente olhei pra ela, com carinho, e sorri, do narizinho fofo dela! E aí então dormimos até umas 8h.

Emanuela, Deus conosco! Hoje é nossa fofura sapeca!

De todos, ela foi a que mais demorou pra andar, andou com 1 ano e 8 meses, e também até agora, com 3 anos, fala ainda meio embolado, não sabemos se tem a ver com o COVID que tive durante a gestação. Mas ela é muito inteligente, a cognição dela acompanha a idade normal.



 Deus abençoe a todos! Veja abaixo os outros:

Primeiro:https://bloganotacoesdemae.blogspot.com/2017/04/meu-parto-humanizado-no-sus-experiencia.html

Segundo: https://bloganotacoesdemae.blogspot.com/2018/01/nascimento-de-edith.html

7 de jan. de 2018

**Nascimento de Edith**

Os dias mais bonitos e marcantes da nossa vida precisam ser registrados, além da lembrança. E esse dia em que nossa primeira florzinha nasceu vou compartilhar um pouco nesta página!


Esta gravidez, assim como a primeira, foi bem tranquila; houve apenas duas coisas que nos preocuparam ao longo dela. A primeira foi ter ocorrido uma suspeita de toxoplasmose que, graças a Deus, logo foi descartada após novos exames. E o outra foi o fato de nosso filho mais velho, de quase dois anos, ter [meio que] me rejeitado nos dois últimos meses, não sabemos explicar ao certo o porquê, mas fomos compreensivos com ele. O mais interessante disso tudo foi que essa suspeita da toxoplasmose nos levou a ter direito à atendimento na maternidade que queríamos, que foi onde Eduardo nasceu. A previsão para ela nascer, completando 40 semanas, seria dia 19/1,  mantendo a tradição da família de nascer em janeiro (os quatro)! Como o Eduardo nasceu com 36 semanas sem nenhum problema, eu desejava, no fundo, que ela não chegasse até 40; quando chega em 35 a gente começa a sentir realmente o incômodo do peso, embora dessa vez eu não tenha inchado nenhum pouco e por isso o incômodo foi menor. Desejava, ainda, que ela nascesse antes do meu aniversário, dia 4, pois nunca gostei muito de ser o centro e ela seria uma fuga para mim... então seria um presente maravilhoso. E Deus conhece os desejos mais íntimos do nosso coração!

Enfim, vou descrever aqui o passar das horas desse dia 3 de janeiro a partir das primeiras contrações:

12:30 - comecei a sentir contrações leves e espaçadas sem ritmo específico; não desconfiei muito de ser trabalho de parto, pois vinham uma hora, meia hora, 20 minutos, e já tinha sentido há alguns dias eventualmente.

15:30 - comecei a perceber que estavam vindo com ritmo de 9 em 9 minutos, embora fossem leves, e comecei a anotar a hora de cada uma. Estava sozinha com Eduardo.

16:30 - comecei a arrumar as coisas para ir para a maternidade e liguei para o meu pai; o Wayner estava no trabalho e liguei para ele, que estava dando aula. Passamos pra pegar ele e fomos, também minha mãe e o Eduardo.

17:15 - chegamos à maternidade, eu estava com 3 centímetros de dilatação, os médicos disseram que seria uma hora para dilatar cada centímetro que faltava para dar os 10 cm totais, ou seja, eu só iria parir lá pra meia-noite! Mas o médico mediu a dinâmica do bebê e viu que eu realmente estava tendo contrações de 4 em 4 minutos, e eu sentia que não ia demorar, visto que meu primeiro parto evoluiu rápido, então deixaram a gente internar logo. Meus pais comentavam que eu nem parecia que tava parindo, pois ficava bem tranquila entre uma contração e outra!

18:30 - eu e meu esposo já estávamos na sala de parto, as contrações foram ficando cada vez mais fortes e próximas. Agora sim posso dizer que essas contrações são a maior dor (pelo menos física) da vida de uma mulher, pois na do Eduardo não senti tudo o que eu senti agora. É um tipo de dor que parece que não há posição que alivie. Apesar disso, para nosso alívio, os intervalos entre as contrações são incrivelmente sem dor. Chegamos a oferecer aquelas dores pelos nossos pecados, por todos os que sofrem, pelos doentes, pelas mães que querem abortar...

20:00 - apesar dos meu gritos, só escutávamos os médicos/enfermeiros dizerem "Ah, ela tava só com três centímetros!", só se apressaram quando pedi pro Wayner dizer pra eles que eu estava com vontade de fazer força. Aí que a médica fez o toque e acreditou, pois a dilatação já estava total. Gritou pras enfermeiras trazerem o material para parto. Eu já estava na banqueta para parto e não quis sair de lá. Não deu tempo de por o acesso e nem precisou.

20:50 - nasce Edith, com 2,930kg, 50cm, 38 semanas! Wayner cortou o cordão e logo a placenta saiu e colocamos a bebê pra mamar, e pude exclamar "louvado seja Deus por sua vida, minha filha!". As enfermeiras comentaram que eu nem parecia que tinha acabado de parir, de tão tranquila rsrs. Precisei levar dois pontos...

Não é porque sou a mãe, mas achei ela muito linda! Passamos ainda as 48 horas mínimas necessárias para a alta do hospital, o Wayner e minha mãe revesaram a vaga de acompanhante, e fomos finalmente para casa no dia 6 às 11 horas. Como o dia que ela nasceu foi os 30 anos de casados dos meus pais, guardaram o bolo para quando nós chegássemos, e comemoramos aqui em casa, no dia em que chegamos, as bodas deles, o meu aniversário e a chegada da bebê. 

Depois que ela nasceu fomos ver no calendário litúrgico que dia 3 de janeiro faz-se memória ao Santíssimo Nome de Jesus; que a vida da Edith possa realmente ser um louvor a este nome Santo!

Na saída da Maternidade, dia 6 de janeiro

2º dia de vida


Agora vamos aproveitar para curtir essa nova fase! Não vou mentir que tenho um pouco de medo de como será daqui pra frente, mas sei que para cada vida que nasce, ainda mais no seio de uma família edificada em Deus, haverá sempre o sustento e a providência. Finalizo com esta passagem tão comum porém tão própria para este momento, e com uma frase de Santa Edith Stein: 

"Até aqui o Senhor nos ajudou!"1 Sm 7,12


“Quanto mais alguém está imerso em Deus tanto mais deve sair de si, isto é, ir para o mundo a fim de levar a este a vida divina”. Santa Edith

Abraço a todos, rezem por nós!



10 de abr. de 2017

Meu parto humanizado no SUS - experiência

   Nosso filho, enfim, nasceu! 27 de janeiro de 2016.


     Gostaria de deixar um pouco da minha experiência de parto e parabenizar meu atendimento no
SUS. Mesmo com muitos medos por parte da família, resolvemos arriscar e fizemos todo o pré-natal no posto de saúde mais próximo, e fui acompanhada por uma enfermeira muito boa, e a maior parte dos exames necessários foram feitos pela rede cegonha. 

     Como fiz natação durante toda a gravidez e não tenho histórico de doença grave na família, mantive o sonho de um parto normal humanizado, porém sabendo que atualmente no Brasil ocorrem tantas cesáreas eletivas e maus tratos nos partos normais por parte dos profissionais. Fiquei tentada a pagar umas enfermeiras que fazem parto humanizado em casa na cidade, mas descobrimos uma maternidade que tem assistência a um parto mais humanizado pela rede pública (o hospital universitário daqui). Então fiz uma visita e fiquei mais tranquila, mas havia o risco de não haver leito disponível na hora "h" (se isso ocorresse nos transfeririam a outra maternidade). 

     Com um mês antes do previsto (36 semanas + 1 dia), comecei a sentir as dores às 3 horas da madrugada, e às 8 horas da manhã ele nasceu, com 3kgs e muita saúde! Graças a Deus, neste dia, havia muitos leitos vazios. Nos surpreendemos com leitos de parto separados uns dos outros, onde ofereciam bolas de pilates e cadeiras para parto para a parturiente se sentir a vontade na melhor posição. Sabia que na cadeira de parto o expulsivo era mais fácil devido à ação da gravidade, então resolvi tentar. Queriam me dar ocitocina para acelerar as contrações do expulsivo, mas eu pedi pra esperar pois eu acreditava que não ia precisar. Meu esposo esteve comigo durante todo o processo, e em uns vinte minutos de expulsivo, nosso filho logo nasceu, e a obstetra (coincidentemente também chamada Amanda e com 24 anos!) colocou-o nos meus braços, e ele logo olhou para mim e para o pai... e isso jamais será apagado de nossas lembranças, passaria por tudo de novo!! Depois disso recebemos toda assistência necessária por vários profissionais e recebemos alta no terceiro dia. O quarto onde passamos este tempo é para quatro mulheres, um pouco apertado, e as instalações do banheiro não eram boas mas, tirando isso, foi tudo muito bom.

     Sei que cada mulher tem um limiar de dor diferente, e cada trabalho de parto, uma duração, mas pela experiência que tive, posso dizer que foi uma dor bastante suportável (a parte mais dolorosa, na minha opinião, foi o expulsivo). Somos capazes de dar a luz naturalmente, eu acreditei nisso e recomendo para todas que desejam  e podem passar por esta experiência! É preciso preparar-se psicologicamente, não dar ouvidos àqueles que fazem tanto terror, conhecer de antemão as etapas do trabalho de parto. Sempre procurei enxergar esta dor como algo que o próprio Deus dá a nós, mulheres, como um choque de realidade necessário para a nova fase da vida em que estamos entrando.

     Talvez não teria passado por isso com tranquilidade se não fosse meu esposo e meus pais, que me acompanharam durante toda a gestação, durante a qual tive a intercessão de Nossa Senhora do Bom Parto, mãe de Jesus e nossa mãe. Louvado seja Deus!


--- postagem minha do antigo blog Passos de Uma Caminhada do dia 7/2/2016 ---