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8 de set. de 2017

O cuidado com o acesso dos filhos à internet




Não dá para ignorar que as crianças uma hora ou outra tem acesso à internet, seja para atividades escolares, pesquisas ou simplesmente para diversão. No quesito diversão, muitos não sabem por onde começar, e acabam buscando isso em redes sociais, que não são saudáveis para crianças, ou em sugestões não tão boas de colegas, como jogos e sites inapropriados. Enquanto responsáveis, temos sempre que ter cuidado com  o que eles acessam, ativando a opção controle dos pais mas, principalmente, direcionando o que lhes é saudável acessar, pois se não fizermos isso a própria internet se incumbirá desta função.


Cito alguns sites brasileiros bem legais com jogos online e conteúdos em geral para crianças cristãs:


Gostei muito em específico desse último, Amigos do Céu, da tia Adelita, no qual ela disponibiliza várias histórias relacionadas à igreja e aos santos de forma bem própria para as crianças, com sua simpatia característica, bem como ilustrações de sua autoria e jogos online.

pedaço da tela do blog Amigos do Céu


Há muito conteúdo bom na internet para as crianças e adolescentes interagirem, vale o esforço dos pais de os estimularem a acessar o que é interessante! Mais que conteúdos para leitura e jogos, há muito conteúdo (atividades e desenhos) para imprimir, o que é até mais saudável no sentido de desenvolver mais os sentidos. Meu filho ainda nem chegou nessa fase de atividades, mas não vejo a hora de vê-lo se divertindo através de meios tão construtivos , pela internet ou outros.

Abraço a todos! 

2 de set. de 2017

Sonho de uma São Luís bela

Ah São Luís... quanto potencial, quanta beleza escondida! Seu potencial vai desde sua localização, até a variedade de biomas e quantidade de talentos artísticos. Uma cidade que tem tantos filhos que a amam por tudo isso citado e por tanto que cada um guarda no coração - amores e memórias. Uma cidade que, de fora, pouco tem de conhecido e reconhecido. "Você é de São Luís? Ah, da terra do bumba-meu-boi, da terra dos lençóis, da terra do reaggae, ou ainda, da terra do Sarney!". Acho que são as coisas que mais se relacionam a esta cidade, pelo menos era o que eu mais ouvia no tempo que morei fora. 

Voltando para cá depois de grande, me encontro numa cidade de desenvolvimento urbano recente, embora tenha mais de 400 anos. Muitos bairros sendo asfaltados e recebendo tratamento de esgoto agora; muitos conjuntos habitacionais e arranha-céus sendo construídos; muitas lojas que tem em todo o território nacional sendo abertas a pouco tempo; muitos cursos acadêmicos importantes sendo criados agora. 

As belezas naturais são inspiradoras. Tem praias para todos os lados, obviamente, e um vento maravilhoso vindo delas. Um funcionamento de marés bem interessante, dando em alguns horários um grande tirão de areia até chegar ao mar.

Quanto à parte social, São Luís, a meu ver, é dividida em dois polos totalmente diferentes, um cheio de arranha-céus, lojas de toda sorte, e estabelecimentos de alto nível, acesso facilitado às praias e lindas áreas de vivência recentemente construídas; o outro, onde moro, mal planejado, alguns bairros semelhantes a favelas, milhões de casas de família cujo contato com a rua é apenas uma porta e uma pequena janela. Em toda a cidade, porém, há lagos, rios e pequenas praias ou provenientes de aterros. Que maravilha quando os rios que existem tão perto dos moradores do polo mais "pobre",  forem mais valorizados e cuidados, de maneira que as famílias possam aproveitar.

Existe um rio, o rio das Bicas, que ladeia a avenida dos Africanos, pela qual passo todos os dias, e que é tido como um nada, devido certamente ao esgoto que é lá despejado. Possui em sua orla uma vegetação de mangue belíssima, uma calçada para caminhada e, um pouco difícil de ver devido às árvores, grandes clarões aos seu redor nos quais existem alguns campos de futebol improvisados e umas casinhas esparsas. Ele poderia proporcionar uma visão maravilhosa para quem passa pela avenida, mas não é o que acontece. Sempre que passo por ele acredito que um dia poderei tê-lo como um lugar para levar minha família e mostrar a belíssima vegetação e paisagem.

 Um certo autor disse que uma das maiores alegrias da humanidade é o banho de rio - e não erra nisso. Não é a toa que as pessoas naturalmente gostem tanto de piscinas, e tantas pessoas da cidade viajam quilômetros e quilômetros para banhar em rios de água pura - eu e minha família mesmo fazemos parte desta estatística. Sonho um dia com os rios em São Luís todos próprios para banho ou ao menos proporcionando uma bela vista, patos nadando, pequenas pontes enfeitadas e iluminadas, uma bela orla, espaços limpos na beira para as famílias fazerem piquiniques! Sei que isto é possível e não está longe, há inclusive grandes obras de tratamento do esgoto em andamento. Não bastaria apenas isto, mas envolvimento de toda a população e de profissionais (de arquitetura e urbanismo principalmente) que pensassem em ideias inovadoras.

Enfim, sei que não sou apenas eu quem acredita no potencial de São Luís, pois tem se desenvolvido bastante ultimamente em vários aspectos, e tenho certeza de que esta Ilha Bela tem um futuro brilhante!


1 de set. de 2017

Para recordar!

Estou disponibilizando no Scribd uma pequena coletênea de textos do nosso tempo de namoro, noivado e início do casamento, em pdf (gratuito). Minha intenção ao fazer esta coletânea é, como o título diz, reunir recordações através de textos que escrevi ao longo de cinco anos, para não perdê-los no tempo, para eu mesma ver minha evolução de maturidade e, quem sabe, ser útil de alguma forma para as gerações futuras dos meus descendentes ou para quem quer que seja.


 As experiências dessa fase da vida de cada pessoa (namoro-noivado-casamento-maternidade) são únicas, assim como foi e tem sido a minha; não as escrevi em todos os detalhes nestes textos por tê-los colocado para acesso de todos, porém escrevi apenas o que acredito que poderia proporcionar uma leitura agradável e construtiva. 

A sequência dos textos se dá no contexto da minha entrada no blog que meu esposo Wayner já tinha, e que juntos fomos alimentando-o de maneira que ele passou até a ter um certo reconhecimento no meio católico online. Reuni aqui apenas as postagens relacionadas com o tema predominante (ao final algumas do Wayner). 

Leiam com o coração, da mesma forma com que os textos foram escritos. Que Deus abençoe cada um em cujas mãos chegar esta pequena coletânea!

21 de jul. de 2017

Comida para a semana toda, funciona?

A maioria das pessoas tem um certo preconceito com comida congelada. Conheço gente que acha completamente absurdo alguém comer arroz do dia anterior por exemplo!
Depois que casei vi que o congelador e a geladeira na verdade podem ser nossos grandes amigos, se soubermos mais ou menos o tempo máximo que cada alimento pode ficar refrigerado sem prejuízo para a saúde e para o sabor do alimento. 

Lendo o livro Homeschooling Católico (da Mary Kay Clark), em um capítulo que explica de que forma a mãe pode dar conta de ensinar os [às vezes numerosos] filhos e ao mesmo tempo conseguir dar conta dos afazeres domésticos, descobri que há mulheres que fazem comida em um dia para o mês todo. Isso me chocou no começo, mas fui pesquisar os blogs e livros que ela cita e vi que de fato é possível, e facilita muito o dia-a-dia. Não se trata de congelar tudo, uma vez que há coisas que realmente não compensam (como verduras frescas), mas adiantar o corte e o tempero de carnes, e o assamento ou cozimento de algumas itens como feijão e legumes. Mesmo que não seja para o mês todo, mas só para a semana toda já é um grande adianto.

Muitas mães tem por sagrado fazer todos os dias a comida tanto pro almoço quanto pro jantar, às vezes, para isso, ficando metade do dia útil nos arredores do fogão entre a preparação da comida e a limpeza da cozinha e das louças. Isso pode mostrar um zelo e amor para quem ela está cozinhando, mas acredito que a mulher consegue demonstrar mais amor por sua família se diminuir este tempo na cozinha usando-o, por exemplo, com sua presença, brincando com os filhos, estudando com eles, lendo para eles ou instruindo-os sobre algo. Além disso sobra mais tempo para si própria, em sua própria instrução e cuidado. 


Eu particularmente nunca tive paixão por ficar na cozinha horas preparando a comida, talvez porque não tive incentivo, ou porque não tenho o espaço e os utensílios que gostaria de dispor, mas sei que é necessário e justo que a comida seja preparada com dignidade.

Depois que descobri isso, não querendo sobrecarregar meu esposo, que gosta de cozinhar e estava fazendo o almoço praticamente todo dia, já me arrisquei algumas vezes fazendo comidas para mais dias, fazendo feijão e carne cozidos para a semana toda por exemplo. A papinha do neném, quando voltei a trabalhar, deixava umas 6 papinhas já prontas nos potinhos, (tinha que comer duas por dia). Comentei com a pediatra do bebê e até levei carão [rsrs]. Mesmo assim confiei no "dr google", onde vi várias nutricionistas dando recomendações de como posso fazer isso sem prejudicar a alimentação da criança, sendo melhor que comprar aquelas papas prontas cheias de conservante.  

Tem vários vídeos no youtube (como esse do Cozinha Bach) que mostram formas de fazer comida para a semana toda, em uma manhã por exemplo. Para quem quer se arriscar mais ainda, tem sites estrangeiros que ensinam a fazer comida para o mês, como citei (depois coloco os links aqui), mas para isso, tem que se equipar com um congelador bem espaçoso. Se soubermos fazer isso da forma correta, é possível ter uma alimentação bem variada e saborosa, preparando um cardápio atrativo e identificando as datas nos potes. Além disso, poupar-se-á gás, tempo na cozinha e no supermercado, uma vez que você já programou todo o cardápio com antecedência a já sabe o que deve comprar de uma vez.

Espero que tenha ajudado! Boa sorte!

20 de jun. de 2017

Como os horóscopos prejudicam a infância e adolescência




   Sempre fui de família católica, no entanto, não tinha conhecimento suficiente para saber que os horóscopos não eram condizentes com a nossa fé. Por isso desde uns 10 anos, até 15, adorava ler os horóscopos dos jornais, das revistas "teens", e com o tempo fui até decorando as características atribuídas às pessoas de cada signo. Dessa forma, era como se eu conhecesse bem cada pessoa apenas por saber seu signo.

   Acontece que existem signos que não se dão bem entre si, segundo sabe-Deus-quem escreve. Nisso, se você tem alguma antipatia por alguém, você diz "ah é porque ela é do signo tal", ou mesmo antes de conhecer a pessoa, você já tem um sentimento ruim, um preconceito com relação a ela. E é incrível como apenas por saber o signo da pessoa, você vai encaixando as características dela às características do signo dela, dando a falsa impressão de que tudo aquilo é verdade.

     Pode até acontecer de pessoas que nasceram em épocas semelhantes do ano ou do momento histórico de fato terem semelhanças devido a condições climáticas, sociais e financeiras favoráveis ou desfavoráveis no período da gestação, influenciando assim a personalidade. Mas não dá para generalizar, basta olhar os casos de gêmeos tão diferentes um do outro, ou mesmo pessoas da mesma sala de aula que nasceram em dias próximos que possuem personalidades tão diferentes. Fora isso, há vários argumentos teológicos e até científicos que derrubam a veracidade dos horóscopos, como aqui e aqui.

    Ainda assim, muitos caem nessa mentira chegando a tornar-se escravo dela, até o ponto de não sair de casa sem antes ver qual a cor que deve usar, se as condições são "favoráveis". Graças a Deus não cheguei a esse ponto, mas acreditava facilmente em tudo o que diziam sobre o meu signo. Cheguei a ter um sentimento ruim pela minha própria mãe por descobrir que ela era de um signo "oposto" ao meu (no caso, sou de capricórnio e eu achava que ela era de sagitário); o mais engraçado foi que alguns anos depois descobri que eu tinha me enganado e na verdade ela era de um signo que "se dá bem" com o meu (peixes), e aí minha visão sobre minha mãe mudou. Isso, depois que descobri que tudo era mentira, me fez ver o quanto nossa visão se distorce quando achamos que conhecemos o futuro e a personalidade das pessoas.

    Veja o que diz D. Estevão Bettencourt: "O interesse pelo horóscopo como também por Tarô, I Ching, Numerologia, Cabala, jogo de búzios, cartas etc. é alimentado por mentalidade que se pode dizer 'mágica'. Quem se entrega à prática de tais processos de adivinhação, de certo modo, acredita estar subordinado às forças cegas e misteriosas; o cliente de tais instâncias se amedronta e dobra diante de poderes fictícios, o que não é cristão.”

      Enfim, o que aconteceu comigo, acontece com tantos e tantas crianças e adolescentes que, sem ninguém para orientar a respeito, acabam se expondo aos perigos que isso pode acarretar em sua vida. Portanto, alerte sempre àqueles que você quer bem! Melhor crer em Deus e em sua providência, Ele sim sabe de tudo, Ele sim pode decidir sobre nosso futuro, e nós sim podemos agir objetivando algo específico. As pessoas são diferentes, cada uma tem seu temperamento, suas dificuldades, sua história, cabe a nós analisar se nos daremos bem com uma determinada pessoa ou não, mas que isso não seja determinado por horóscopos ou semelhantes!



5 de jun. de 2017

Encarando o bullying

     O bullying é um assunto que está muito em alta nos últimos anos, principalmente pelas várias chacinas provocadas por pessoas que passaram pelo bullying e não conseguiram se superar dessa experiência. Como também já passei por isso, fico refletindo sobre os motivos de isso acontecer e como evitar. Então vou falar um pouco da minha experiência que, apesar de nunca ter tido nada agressivo, foi banstante marcante na minha vida.
   
     Sempre fui uma criança tímida, de poucos amigos, mas sempre fui feliz, muito amada pela família. Pelo que me lembro, desde a primeira série do fundamental até a sétima, sempre teve alguém que pegava no meu pé, porque eu simplesmente ficava calada ou chorava, nos diferentes colégios que estudei. Tinha um menino que ficava derrubando as minhas coisas, outra que ficava espalhando que eu gostava de um menino ou inventando qualquer bobagem, porque eu tinha as melhores notas, outra que ficou três anos me chamando de várias besteiras (amiga-da-onça, girafa, palito,...), mesmo eu a tendo levado pra direção algumas vezes com as amigas dela. As pessoas que são vistas como mais fracas, por serem diferentes ou tímidas, são meio que testadas pelos colegas, e se elas não sabem se defender, naturalmente o "bully" ganha mais status. 


     Aprendi que isso acontece porque todo mundo passa pela fase de autoafirmação, ou seja, de que precisa se autoafirmar como forte, como popular, como mulher, como pertencente a algum grupo, ou seja o que for, e isso passa pela aprovação dos outros. Acontece que alguns o fazem usando outros como degrau.


     Meu pai diz que isso sempre existiu e todo mundo superava normalmente. Não sei se sempre existiu, mas sabemos que hoje em dia nem todo mundo consegue superar. Por mais que existam tipos de bullying mais agressivos que o que aconteceu comigo, para mim era a pior coisa que existia, porque me fazia sofrer, não fisicamente, mas emocionalmente. Hoje em dia não tenho sentimento de vingança contra estas pessoas, apesar de ainda lembrar de algumas coisas que elas me fizeram. Continuo uma pessoa introvertida, afinal, personalidade não muda tanto, porém sei me defender melhor. No entanto, não importa quais são os motivos que me levaram a ser assim, mas importa que todos merecem respeito.

     Tenho visto muitas campanhas como "Bullying é crime" ou "Todos temos semelhanças", até bem interessantes, mas ainda é preciso a atenção principalmente dos pais ou responsáveis. Meu esposo é professor de ensino fundamental em escola pública e me conta como o bullying ainda é corriqueiro. Os motivos que levam alguém a se autoafirmar através da violência física ou emocional para com alguém partem principalmente de casa, segundo as pesquisas: se a criança ou adolescente é acostumado com agressão física ou verbal dentro de casa, vê isso como algo normal, ou então não tem a atenção devida dos pais e por isso evitam a todo custo a solidão no ambiente escolar. 

     Enfim, acho que o que é principal é que os responsáveis sempre reforcem e também demonstrem que devemos aceitar e amar os outros, principalmente quando são diferentes, e que existem pessoas que são melhores ou piores que nós em alguma coisa, mas que todos têm algo bom para oferecer.


---Repostagem minha do blog Passos de uma Caminhada ---

2 de jun. de 2017

Desafios de ser cristão e universitário

---Repostagem minha do dia  07/11/15 do antigo blog Passos de uma Caminhada ---

     Lembro-me bem do dia em que minha irmã (mais velha) ia para seu primeiro dia de aula na universidade e meus pais sentaram com ela para alertar sobre o cuidado que deveria ter ao ingressar neste ambiente. Eles tinham alguns amigos da juventude que, depois de terem passado no vestibular, aos poucos foram se afastando de tudo o que acreditavam, no que diz respeito a sua fé. É realmente tentadora, a liberdade que temos depois que terminamos a escola, pois já não se tem mais cobrança para os pais, mas apenas você é responsável por si mesmo e por seus estudos. Muitas novas ideologias nos são apresentadas. Sei que não poucos passam a consumir algum tipo de droga, ou mudam totalmente seu estilo de vida.

Preparando para a Missa (2010)
     Essa liberdade pode ser positiva, se soubermos lidar bem com ela, procurando boas companhias, e se for de alguma religião, procurar algum grupo que se reúna durante a semana. Especialmente na UnB, onde eu, minha irmã e meu agora esposo já estudamos, tínhamos a Missa diária (que tem até hoje), nos envolvíamos nas equipes de preparação e fizemos muitas amizades. Assim é bem mais difícil se afastar das coisas que acreditamos mesmo num ambiente tão diversificado como a universidade. Não raro, também muitos se aproximam ou se aprofundam muito mais em sua fé na universidade, uma vez que também podemos ter contato direto com as bases de estudo da fé, como eu mesma e algumas pessoas que conheci.
Comemoração do meu vestibular (2010)

     Algo que mais vejo entre meus colegas em geral é o desejo de formar uma família ser cada vez mais adiado ou suprimido. A prioridade é terminar a graduação, o mestrado e o doutorado e depois pensar nisso, ou então conseguir um bom emprego. Isso é quase unânime na sociedade hoje, pois entende-se que a pessoa sozinha chega muito mais rápido ao topo de sua carreira. E isso é verdade na maioria dos casos, mas não digo que alcançará esse topo com a mesma responsabilidade e alegria do que se ele tivesse a companhia de sua família própria - se essa for sua vocação, pois sei que nem todos se sentem chamados para isso.

     Vejo isso pelo reação das pessoas quando digo que me casei, e mais ainda, que estou grávida. Não é algo que recomendo para qualquer pessoa pois cada um tem sua história e motivos, como no meu caso meu esposo já podia ter uma fonte de renda para nós. Mas digo por mim e por outros que conheço que é sim possível ter uma boa formação mesmo tendo minha família ainda jovem, se soubermos adaptar os nossos sonhos aos sonhos e necessidades do outro.

     Um outro desafio de ser cristão e universitário é a nossa postura diante de pequenas situações, como em conversas, provas, filas... às vezes é difícil tomar atitudes diferentes daquelas que todos estão tomando sem parecer tão chato e caxias, mas muitas vezes é necessário. Reprovei sete vezes ao total ao longo do meu curso, me envergonhava muito disso, mas sei que tive motivos. Ao longo do tempo em que passam os anos, é visível como nossos amigos vão se tornando mais fisicamente adultos, e aí você vê que serão eles quem serão os profissionais da sociedade. E as atitudes que tomam em pequenas situações, irão refletir na atitude que tomarão quando estiverem à frente de uma empresa, de um projeto, ou mesmo do país.

     Se você está entrando agora na universidade e deseja ser firme nas coisas que acredita, nunca sobreponha seus estudos e sua carreira à sua fé (e à sua família), pois ela é que é o nosso sustento até mesmo nos estudos. Não tenha medo de reprovar em alguma disciplina ou se prejudicar se para evitar isso você tenha que enganar alguém ou a si próprio. Aproveite bem, mas filtre bem, o que lhe é ensinado, pois a universidade pode ser um campo extremamente fértil de aprendizado e de oportunidades de amizade e crescimento espiritual e profissional. Um abraço a todos!

"Adquire sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca''. Provérbios 4, 5