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26 de fev. de 2017

Compilado de experiências da JMJ RIO 2013

     Estive revendo algumas anotações antigas minhas sobre a jornada, então resolvi, ao invés de copiar os textos para cá como postagens, como estava no blog antigo, resolvi fazer este compilado em forma de documento. É um compilado de todas as aventuras vividas na Jornada. Disponibilizo no Scribd:  Aqui
Saudações fraternas!


20 de fev. de 2017

O perigo de alguns ritmos musicais


      O tipo de gosto musical de cada pessoa depende de várias influências, seja do ambiente onde vive, seja das amizades, ou seja da criação. No entanto, existem ritmos e letras que mexem involuntariamente com os nossos sentidos e causam até confusão mental, e parece-me que estas são mesmo intenção do autor. Refiro-me principalmente a alguns tipos de funk.


     Ao menos eu quando era criança e ouvia alguém escutar aquelas músicas, instintivamente queria prestar atenção ao que diziam, muita coisa eu sequer compreendia, ou então ficava imaginando, e ficava confusa. Como aquilo não era habitualmente as músicas que escutava com meus pais, eu logo esquecia. Mas sei que cada vez mais as crianças estão sendo expostas a estas ritmos e letras horríveis e os tendo como normais, e assim iniciando cada vez mais cedo uma sexualização forçada do próprio corpo.

     Não só as crianças, mas também os jovens adolescentes. Por mais que a mídia insista que a única coisa que os jovens têm que ter cuidado é com as DSTs, pelo uso de preservativos, devemos insistir na importância de guardar a dignidade dos seus corpos. Ouvir adolescentes cantando estas músicas, e saber que as dançam com o corpo praticamente exposto, é saber que se expõem muito a doenças e a vícios da carne, como a masturbação, fornicação e pornografia.  Uma hora os próprios prejudicados com as consequências de se reduzir ao corpo vão perceber que não foi uma boa ideia e essas modas ão de passar.

     A única coisa que podemos fazer é rezar pelas crianças e jovens, que são expostos a essas e tantas outras coisas, pedindo que se conserve a pureza nos corações, e também fazendo a nossa parte para que ela seja conservada.



---- postagem minha do antigo Blog Passos de uma Caminhada ---

Teatro de fantoches do pequeno príncipe

 Na realização de um sonho meu, fizemos o primeiro aniversário do nosso filho sob o tema do Pequeno Príncipe! Uma das atrações da festinha foi o teatro de fantoches que escrevi baseado diretamente do livro original, usando apenas partes do livro em que aparecem os 4 personagens principais. Quem interpretou foram meus pais, meu tio e o padrinho do bebê. Não só as crianças, mas também os adultos gostaram! A duração é de 15 minutos. Espero que possa ser útil para outras pessoas! :-)



 



16 de fev. de 2017

Famílias numerosas e a Igreja

 
     Falar sobre o número de filhos entre os católicos é sempre algo bastante divergente, pois há muitos pontos de vista diferentes em nosso meio: os que olham pelo que a sociedade propõe e os que olham pelo que a Igreja propõe.

     Estou na Igreja com minha família desde pequena, e sempre escutei a respeito da posição da Igreja contrária aos métodos anticoncepcionais artificiais. Mas poucas vezes, ou nenhuma vez, me ensinaram algo sobre sua posição real com relação à quantidade de filhos, mas que era critério de cada um ver suas condições de criar. Assim como a maioria hoje em dia, cresci com a concepção de que a mulher deve ter até dois ou três filhos e depois fazer a laqueadura, já que no mundo hoje em dia está mais difícil criar filhos com todas as suas necessidades e os métodos naturais são 'falhos'.  

     Aos 17 anos, entrei no neocatecumenato por curiosidade, ao ouvir o anúncio das catequeses na paróquia por uma catequista de uns quase quarenta anos dizendo que tinha dez filhos. Achei isso algo entre engraçado e absurdo! Com o tempo fui observando esta família e outras famílias numerosas do mesmo movimento, e descobri que não são poucos os casais católicos de toda a Igreja que atenderam ao chamado do Concílio Vaticano II, de não desprezar o dom da fertilidade, seguindo uma paternidade responsável, mesmo com o advento dos métodos contraceptivos. Há muitos documentos eclesiais e blogs que ajudam a compreender o sentido disso e a ver que não é tão impossível como parece hoje em dia.


     Quando fui eu quem comecei a buscar o Matrimônio, aprendi e conheci as orientações da Igreja e testemunhos, e só me encantei! Aprendi que a Igreja orienta o Método da Ovulação Billings de 97% de eficiência (segundo a OMS), para espaçar os nascimentos quando o casal considerar uma justa causa. Aprendi então que devo ajudar aqueles que ainda não assimilaram a opinião da Igreja sobre a abertura à vida através de testemunhos, mostrando-lhes que é possível. Não é fácil nadar contra o que é tido como "padrão" de hoje em dia.  Na verdade a resposta ao chamado de Jesus na maioria das vezes implica ir fora do que é tido como padrão! 
   
    Confesso que fico triste quando ouço pessoas que amo insistirem que não dá certo ter mais de três filhos nos dias de hoje. Alegam que são muitos os gastos; e de fato são. Mas não acredito que devamos seguir a esta cultura do "bem-estar à qualquer custo", como Papa Francisco coloca:

     "'Não, eu não quero mais um filho, porque não poderemos viajar de férias, não poderemos ir a tal lugar, não poderemos comprar uma casa'. É o que costumam dizer aqueles que veem com pavor a ideia de ter uma família numerosa (...) Quer-se seguir Jesus, mas até certo ponto". (encontro com as famílias).

    Eu, agora, enquanto esposa e mãe ainda de um filho, sinto mais a dificuldade do cansaço que a própria dificuldade financeira. Sei que temos um pouco mais de vantagem pelo fato de ter nível superior, mas eu sempre tive comigo desde mais jovem o gosto de trabalhar, sempre inventava alguma coisa pra vender ou serviço pra oferecer, então se um dia passarmos por necessidade já tenho alguns "planos de ação". Tenho o capítulo 31 de Provérbios, que fala da mulher virtuosa e trabalhadora, como uma meta para mim. Ainda que sejamos dois a cuidar dos filhos, é fato que a mulher deve carregar mais virtudes para bem conduzir uma casa, e conseguir superar as dificuldades, por isso reconheço que tenho que me esforçar e buscar sempre oração e apoio.
     Alguns casais limitam a dois o número de filhos alegando que um filho único tem dificuldade para viver em sociedade. No entanto, "dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos” (Papa João Paulo II. Amor e responsabilidade: estudo ético). Na verdade, ninguém garante que será dado ao casal muitos filhos, pois nem todos os casais tem alta fertilidade. O importante é entender o sentido de estar aberto à vida, saber ser responsável e estar disposto a passar a fé aos filhos que Deus confiar. 

     Abaixo, algumas das coisas que ajudam a entender essa questão. Saudações aos leitores do blog!
Familias numerosas familias felizes
São Josemaria e as familias numerosas
Padre Paulo Ricardo

ALGUNS TESTEMUNHOS:
Blog Domestica Ecclesia
Blog Shower of Roses
Jornada Mundial da Família Milão
Família Neocatecumenal



---postagem minha do antigo blog Passos de uma Caminhada adaptada---

5 melodias genéricas para salmos (vídeo)



     Gravei estas melodias que são as que costumamos cantar nas Missas. Foram aprendidas ao longo do tempo, nem todas conheço de onde são, no entanto, cabem em praticamente qualquer Salmo do lecionário. Utilizei como base o salmo 14 em todas.

     Sabemos o quanto a música é importante na liturgia, e sempre que possível e haja alguém que cante bem, é importante que o salmo seja cantado, preferencialmente acompanhado com violão ou órgão.

     Esperamos que ajude! Paz e bem.


10 de fev. de 2017

Vivendo a modéstia em um mundo supersexualizado

"Veste-te com toda modéstia possível, e não te esqueças de que a pureza é o mais belo ornamento da alma consagrada a Deus." Papa emérito Bento XVI

     Usamos a palavra modéstia geralmente para descrever alguém que não gosta de se vangloriar das suas próprias qualidades. Mas ela também diz respeito ao vestir-se de maneira a transparecer que o nosso corpo merece cuidado e respeito. De certa forma os dois significados se cruzam, pois, apesar de gostarmos que outras pessoas nos achem bonitas de corpo, a modéstia nos diz para reservá-lo. Hoje é um desafio falar de modéstia em um mundo onde, estar coberto ou não, não faz tanta diferença.

     Isso ficou claro depois da discussão provocada pela pesquisa que gerou vários protestos, fazendo muitas mulheres defenderem que não merecem ser estupradas por andarem com roupa curta. Claro que ninguém merece isso. O problema é que não conhecemos o mau que há no coração de cada homem, de maneira que temos que evitar o quanto possível a desencadear um desejo desenfreado. Usando roupas que mostram muito o corpo, atraímos olhares, às vezes maliciosos. O desejo é algo bom, desde que bem vivido, pois vem de Deus e ajuda duas pessoas a concretizarem seu amor como homem e mulher.


     É importante, sim, para a mulher, portar-se de feminilidade, de modo a transparecer sua beleza; não pense que abraçar a modéstia é cobrir-se do pescoço aos pés e nunca usar maquiagem. A modéstia significa exatamente a justa medida, nem mais, nem menos do que é necessário para ser feminina. Não venho aqui definir que tipos de peças devemos vestir pra ser modestos, saia ou calça, manga ou alça, mas acredito que devemos ter discernimento. 

     A modéstia vai muito além do vestir. O vestir vai apenas exteriorizar aquilo que temos por dentro.
É reconhecer que nossa essência não se resume ao nosso corpo, e que o corpo é templo do espírito santo. Antes da modéstia, devemos ter a caridade para que não sejamos soberbos, achando que apenas nós nos vestimos corretamente. É necessário, portanto, vestir-se de humildade. Os santos nunca se consideram santos (os outros é que veem a santidade), pois veem que o que fazem é muito pouco diante do que Deus fez por nós.

     Vestir-se com modéstia, para quem é cristão, é também uma das formas de dar testemunho, para si e para os outros. Assim como o uso da batina serve para ajudar o padre a sempre se lembrar que é padre, a roupa do leigo também deve ajudá-lo identificar-se enquanto cristão. É sabido que o exterior influencia no interior: o que costumamos fazer, uma hora vai entrando no coração.

     Houve uma mudança e tanto nas últimas décadas na forma de vestir. Na própria aparição de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos, na década de 60, ela profetizava: "Haverá modas que desagradarão muito o coração do meu filho". Os hábitos mudam, é algo natural, mas não somos obrigados a acompanhar quando estes ferem a moral já estabelecida. "Conforme o costume do local, dizia São Tomas de Aquino, não se deve usar roupas que levem ao prazer sensual".

     Não podemos diminuir nosso preço, por carência ou para chamar atenção, como se valêssemos apenas a nossa beleza exterior. Uma frase muito bonita do Clive Lewis (autor de Crônicas de Nárnia), diz “o coração de uma mulher deve estar tão bem escondido em Deus, que um homem para achá-lo, precisa buscar a Deus primeiro".  Tenhamos a humildade de nos esconder em Deus, que Ele mesmo deixará transparecer aos outros o que temos de belo.